Aeroporto de Macau testa operações de carga em Guangdong, promovendo a integração do transporte regional

Source: hengqin.gov.cn Date: 2026-08-27

O Aeroporto Internacional de Macau (AIM) deu início, na quarta‑feira passada, a um projecto‑piloto de paletização de carga na vizinha ilha de Hengqin, em Zhuhai, província de Guangdong, no sul da China. Esta iniciativa insere‑se no projecto de construção do terminal de mercadorias «Upstream», actualmente em curso.

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Na prática, os procedimentos de controlo de segurança e de paletização – ou seja, a arrumação das mercadorias em paletes para transporte relativos às cargas expedidas da China Continental para destinos no estrangeiro via Macau serão progressivamente transferidos do AIM para Hengqin.

O novo terminal de carga em Hengqin, localizado a cerca de 13 quilómetros do AIM, começou a ser construído em Outubro de 2025, prevendo‑se uma área bruta de construção de aproximadamente 97 600 metros quadrados. A sua conclusão está agendada para o final de 2026, com entrada em funcionamento oficial durante o primeiro semestre de 2027. O terminal funcionará como uma extensão do AIM para os procedimentos de segurança e paletização, facilitando o transporte de mercadorias entre a China Continental e Macau.

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A operaçãopiloto decorreu num centro logístico situado junto ao local do projecto em Hengqin. Ainda na quartafeira, as cargas – compostas por produtos de comércio electrónico e artigos de uso corrente, como brinquedos e relógios – foram transportadas através do Posto Fronteiriço de Hengqin até ao AIM, com destino final à Malásia e às Filipinas.

A cerimónia de lançamento da iniciativa‑piloto contou com a presença do Chefe do Executivo da Região Administrativa Especial de Macau (RAEM), Sam Hou Fai, do ViceGovernador da Província de Guangdong, Zhang Guozhi, e de vários outros responsáveis de ambas as partes.

Na ocasião, a Secretária para a Economia e Finanças do Governo da RAEM, Ng Wai Han, sublinhou que o arranque do projecto‑piloto constitui um marco importante para o projecto, e afirmou que Macau e Hengqin aproveitarão esta oportunidade para continuar a aperfeiçoar os seus ecossistemas de comércio e logística.

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A construção do terminal de carga de Hengqin foi incluída no 15.º Plano Quinquenal da China (2026‑2030) como uma das tarefas destinadas a apoiar as Regiões Administrativas Especiais de Hong Kong e Macau a integrar‑se melhor no desenvolvimento geral do país e a servilo. O projecto figura igualmente no Terceiro Plano Quinquenal de Desenvolvimento Económico e Social de Macau, para o mesmo período, divulgado pelo Governo da RAEM na semana passada.

De acordo com esse plano, o terminal terá capacidade para movimentar 300 mil toneladas de carga por ano – o triplo da actual capacidade de processamento de carga aérea do AIM, que ronda as 100 mil toneladas anuais.

Para reduzir o tempo de permanência na fronteira durante as operaçõespiloto, as mercadorias foram previamente sujeitas a inspecção aduaneira. Após a conclusão dessas verificações, os contentores que transportavam as cargaspiloto foram selados em Hengqin com fechaduras inteligentes reconhecidas pelas autoridades aduaneiras da China Continental e de Macau. Deste modo, os funcionários aduaneiros do Posto Fronteiriço de Hengqin apenas tiveram de inspeccionar as fechaduras, em vez de inspeccionarem todo o contentor, facilitando significativamente o processo de passagem fronteiriça.

Uma vez em funcionamento regular, prevêse que o terminal de Hengqin reduza não só o tempo de transporte, mas também os custos logísticos para as empresas.

Zhang Lifen, subcomissário das Alfândegas de Hengqin, explicou: «Tradicionalmente, as cargas de comércio electrónico destinadas à exportação têm de ser transportadas por camiões com matrícula transfronteiriça desde os pontos de recolha até aos destinos, o que implica custos logísticos relativamente elevados.»

«Caso as cargas sejam processadas no terminal "Upstream", poderão ser primeiro transportadas por camiões com matrícula normal da China Continental para o terminal e, posteriormente, transferidas para camiões de transporte transfronteiriço, o que permitirá reduzir de forma eficaz os custos operacionais das empresas», acrescentou.

Luo Rui, colaborador de uma empresa do sector logístico sediada em Guangdong, afirmou: «O novo modelo de transporte transfronteiriço terrestreaéreo tornará as exportações mais eficientes e menos onerosas para as empresas.»

No início desta semana, a Zona de Cooperação Aprofundada entre Guangdong e Macau em Hengqin, onde se localiza o novo terminal, lançou um pacote de políticas favoráveis para apoiar a construção de um Hub (Porto) de Transporte Aéreo Internacional entre Macau e Guangdong. Estas medidas incluem subsídios para os transitários internacionais que utilizem o terminal de Hengqin para operações de importação e exportação.

Wu Chuangwei, director da Direcção dos Serviços de Desenvolvimento Económico da Zona de Cooperação, afirmou na quartafeira que a Zona continuará a melhorar a supervisão das cargas aéreas transfronteiriças e a coordenação do desalfandegamento, facilitando a circulação eficiente dos recursos logísticos transfronteiriços. Acrescentou que estes esforços promoverão ainda mais o desenvolvimento adequadamente diversificado da economia de Macau e a integração do mercado na Grande Baía GuangdongHong KongMacau.


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